GLM-5.2 (Z.ai) e Kimi K2.7 Code (Moonshot) apareceram na mesma semana em que o Fable sumiu. O GLM aposta em contexto de 1 milhão de tokens e tarefas longas de código, com pesos abertos. O Kimi mira preço pra uso longo: US$0,95 por milhão de tokens de entrada, US$4 na saída. Pra agente de código, que roda em loop e gasta muito contexto, preço por token pesa mais que benchmark de vitrine.
Fable 5 é removido antes de completar uma semana

Após uma ordem do governo dos Estados Unidos, a Anthropic foi obrigada a suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5. A decisão foi justificada por preocupações de segurança e exigia o bloqueio de estrangeiros, incluindo pessoas dentro do próprio EUA. Sem conseguir diferenciar esse acesso com precisão, a empresa optou por suspender os modelos para todos.
O governo teria tomado conhecimento de um método para burlar as travas do Fable. O que se pode afirmar com segurança é: houve a ordem, houve a alegação de risco e houve a suspensão geral. Ainda não está claro quando o modelo voltará a ficar disponível, nem se o acesso será retomado fora dos Estados Unidos.
SpaceX abre capital e compra a Cursor

A SpaceX realizou o maior IPO da história ao estrear na Nasdaq, captando US$ 75 bilhões e ultrapassando US$ 2 trilhões em valor de mercado no primeiro dia. No dia seguinte, com as ações valorizadas, aproveitou a janela para fechar um acordo de compra da Anysphere, dona da Cursor, por US$ 60 bilhões.
A leitura é menos sobre “editor de código” e mais sobre distribuição. A Cursor já está dentro do fluxo de quem programa e vinha tentando reduzir sua dependência da Anthropic com modelos próprios, além de buscar acesso a compute pesado - exatamente o tipo de infraestrutura que a órbita Musk/xAI tem de sobra.
A SpaceX já vinha se posicionando como fornecedora de infraestrutura para IA. Agora, avança também sobre a interface onde parte do trabalho acontece. A Cursor ainda lançou o Origin, uma plataforma de hospedagem de código posicionada contra o GitHub.
Adobe, Claude, Figma e Framer colocam agentes no ambiente de design

Adobe, Claude, Figma e Framer avançaram na mesma direção: colocar agentes dentro das superfícies onde o trabalho criativo realmente acontece.
A Adobe implementou um agente criativo para orquestrar fluxos de trabalho nas ferramentas Premiere, Photoshop, Illustrator, InDesign e Frame.io.
O Claude Design ganhou suporte a design system, edição direta na interface de design e integração com o Claude Code.
O Figma atualizou seu MCP e agora permite criar e atualizar decks no Figma Slides, gerar boards no FigJam a partir de dados vivos e mover designs entre código e canvas com o Figma Make.
Já o Framer lançou a versão 3.0 com Agents, Community e uma nova interface. Os agentes ajudam a desenhar, escrever, analisar e organizar sites diretamente dentro do canvas.